palavra é a mais racional impressão do que sentimos.

cristiano bueno é viciado em doritos,
cappuccino e fotografia e quer comprar uma estante nova para colocar na sala
de estar.




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.Segunda-feira, Maio 11, 2009

QUESTÃO DE PERSPECTIVA


Escolhi Maria Mena para a trilha deste texto. No começo de “Nevermind Me”, percebo que os sons me incomodam ainda, reflexo do techno de mau gosto que toca na academia, no andar de baixo do prédio. Espero educar os ouvidos com a islandesa de 21 anos.

Conversei com (D)deus ontem, pela primeira vez em anos. Senti necessidade de clarividência, de eternizar palavras, sabe? Conversar com (D)deus é bom porque você corre o risco de ter suas palavras lembradas ipsis literis um dia, talvez não neste mundo.

O Windows Media passa, automaticamente, para “Violet Hill” do Coldplay. Não reclamo.

Para (D)deus, eu falava de uma intrigante indagação minha: o desafio que os homossexuais enfrentam neste século. Todo mundo (?) já entendeu que somos diferentes e que esta diferença deve ser respeitada. A questão agora é provar que somos iguais.

“Down by the river”. Neil Young canta com voz tímida.

Sempre tive a impressão de que, para o mundo ht, a homossexualidade era vista como uma excentricidade. Para admirar um gay, no caso das mulheres heteros: devemos entender de vinho e moda. Para os homens heteros: entender as mulheres e assessora-los em quesitos amorosos. Viramos extraterrestres com clarividência divina. Respeitados em determinados pontos, mas, ao mesmo tempo, envoltos por uma espécie de folclore.

Como um pensamento geral: não fazemos parte do mundo dos heteros. E é uma questão de perspectiva enxergar o que nos iguala a eles. Um traço bem sutil.

Temos sonhos, expectativas de felicidade, momentos difíceis na vida e muitos episódios que vivemos foram os mesmos de qualquer outro ser humano. Eu, particularmente, ainda quero uma casa com piscina, uma família e um cachorro, além de um emprego bacana e espero morrer velho, de forma tranquila.

O mundo até agora se preocupou em nos aceitar. Aguardo o dia em que irão tentar nos entender.

.cristiano bueno.9:26 PM
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.Sábado, Abril 04, 2009

CAPITAL SENTIMENTAL


Não é para parecer uma declaração de amor. Ao longo da leitura, as palavras se embaralham nos olhos (constatação que tive depois de reler o texto) e você pode achar até que é uma declaração de amor, muito pessoal e intransferível. Uma daquelas declarações que Harvey Milk faria a um amante de adolescência. Mas eu estou longe de ser como ele.

Talvez eu seja ainda meio adolescente, daquele tipo que vai à academia pra ganhar músculos e ainda sente vergonha quando lhe olham nos olhos. Não do tipo nerd que lê livros e não tem amigos. Essa fase eu vivi na pré-adolescência e por isso me tornei um adolescente que olha músculos e fala de Lygia Fagundes Telles. Essa fase específica ainda não passou.

Porém, na adolescência eu era incapaz de ter a sensatez (ou a loucura) de mergulhar num amor como se mergulha num rio no escuro. Você nunca sabe se está caindo realmente num rio ou num poço de ácido sulfúrico. A constatação é ad postum. Na segunda opção, você leva um bom tempo para tirar a inhaca do corpo, muito sabão e água sanitária, talvez umas longnecks, a voz de amigos no ouvido e uns cigarros de palha também.

Agora, que estou na juventude (numa classificação mais médica do que poética), aconteceu naturalmente. Investi em capital sentimental. E o retorno, mesmo que eu admita que seja a longo prazo, é, muitas vezes eterno. Sentimento se transforma, nunca morre (?). E tem fases, muitas fases. Primeiro foi a fase "it’s not a big deal", quando você está realmente pagando pra ver. Ora, quem paga pra ver em relacionamentos obviamente ainda não se envolveu profundamente.

Depois você começa a fazer conexões e a se acostumar com o outro, passa a incorporar a forma como ele fala, dorme, come, pensa. E aí, de repente, uma gíria ou uma entonação que era naturalmente do outro, se torna naturalmente sua. Como se estivesse ali sempre, desde quando você aprendeu a falar. É nesse minuto que está todo o encantamento da coisa. Sabe por quê? Porque o amor chegou. Porque agora não dá mais pra tratar a coisa com a mesma despreocupação. Envolve sentimento, carne, neurônios, expectativas. Envolve felicidade. E não dá pra brincar com a própria felicidade.

Às vezes acontecem uns tropeços que te fazem lembrar que você é humano e pode colocar tudo a perder em um segundo. Mas que também te fazem lembrar o tanto que você é capaz de se arrepender. De se arrepender de todo coração. E depois do décimo primeiro mês, as brigas, as picuinhas, as expressões típicas ainda continuam. E você sente que ainda é como no primeiro dia, mas que o momento é diferente, pelo simples fato de que não se tratam mais das mesmas pessoas...

.cristiano bueno.12:52 PM
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.Quarta-feira, Abril 01, 2009

A intenção não era fazer mais um post de estou voltando a postar. Mas achei a idéia interessante devido à curiosa data. O fato é que sempre me dá vontade de voltar a escrever aqui, depois de mais de dois anos sem nenhum post publicado. O problema é que, nestes exatos dois anos, me tornei uma pessoa muito mais visual que escrita. Resultado: sempre que penso em voltar à ativa no desaparecido, invento de mudar o layout primeiro. E, é claro, nunca mudo.

Portanto este post não é um post de volta. É um post que revela uma vontade de trazer as letras para dentro da minha cabeça e do meu coração novamente. Não é um exercício fácil, mas espero me acostumar e ter a mesma clarividência de criação de crônicas, histórias e estórias como antes. A pequena amostra dessa característica está aí embaixo, desde a época que eu tinha 17 anos e ainda não sabia o que era excesso de peso, desemprego e milkshake de nutella.

Como não consigo me conter, vou mudar apenas a minha foto do layout. Quando completar dez posts da nova era do desaparecido, eu começo a reavaliar o layout.

Combinado então. É bom estar de volta em casa.

.cristiano bueno.8:37 PM
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.Segunda-feira, Janeiro 08, 2007

QUAL É A COR DA FELICIDADE?

Um fio de poste, dois passarinhos descansam as asas. Vou pela rua tentando pisar apenas num determinado desenho do passeio, imagino uma punição se caso eu escorregar o pé nas partes onde determinei que não se pode andar. O sol vai se pondo, o céu é azul triste e as luzes ainda não se acenderam. Toca num radinho ao longe a ave maria, pontualmente às seis da tarde. Nunca trago relógios no pulso, mal olho o do celular, pois assim saber ou não saber a hora certa se torna acaso do destino.
O dia tem cara de domingo, as ruas estão vazias. A sensação é de ter a cidade toda para despejar sentimentos profundos, contar minhas histórias às árvores enterradas no cimento e aos portões trancados. Passaram-se dois quarteirões enquanto eu relembrava momentos sem ordem cronológica. Coisas vão ficando espalhadas pelo caminho, jogadas no meio da rua: um beijo sem sentimento, corações disparados, palavras ditas a ermo, choros de felicidade em dueto, uma melodia bonita que tocou repetidas vezes no meu som, um cheiro de perfume meu que rememora uma finda amizade verdadeira. Aquelas roupas que saíram do meu gosto, a explosão de lembranças de dias cheios de vida, os sonhos utópicos de outrora, a timidez, cartões de natal, o sangue dos inúmeros cortes (não) físicos, um sentimento morto por mentiras, as lágrimas doídas e os vômitos de inconseqüência. No fim, o amor verdadeiro desenhando caminhos que eu não sei onde vão dar. Mas que, tenho certeza, serão caminhos floridos. E quando a noite cai num negro pontilhado por poucas estrelas, a vida parece querer recomeçar, como quem diz que cada segundo é uma nova aventura. Como quem diz que é possível recomeçar sempre, mesmo estando eternamente em processo.

É sempre bom dar uma volta pela cidade num feriado, para revoar as idéias, sentir a atmosfera. A metros de casa um poste se acende. Já já os fogos de artifício começarão a estampar o céu de cores, eu de camisa branca e velhas esperanças. Só ainda não decidi que cor de cueca usar.

Qual é a cor da felicidade mesmo?

*um dois mil e sete multicor para todos vocês. sei que desapareci, mas agora não mais. sentia falta daqui =D

.cristiano bueno.11:08 AM
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.Sábado, Agosto 05, 2006

PUBLICIDADE, INSÔNIA E UMA PITADA DE LUCIDEZ

Tum tum, tum tum. Uma aranha bate na porta de madeira trabalhada em pátina branca. "A porta do céu?", penso. Eu vejo pelo olho mágico, ela tem olhos sedentos de fome, mas se parece com minha mãe quando voltou do hospital com meu irmão nos braços. Olho pra trás, três paredes me cercam, uma mulher nua me olha com ternura. Não é alguém que eu me lembre do rosto. Desconhecida, mas íntima. Um paradoxo. Ela chega perto, não parece sexy e nem deve saber que mostra as vergonhas, diz baixinho no meu ouvido: "O seu segredo está estampado no out door", depois chora loucamente até gritar: "Mas você não liga né? Não liga não liga". Quando a mulher deita no chão e dorme, imitando a posição fetal, é que eu passo a reparar na sala. Um refletor de luz branca está no chão, me olha como se quisesse me mostrar que a limpeza pode cegar. Um sofá branco está à direita, me sento e vejo uma porta de vidro que reflete minha imagem. Mas eu não me reconheço, estou com um rosto de turco que acaba de chegar do mercado. Dou tchau pra imagem, sempre gostei de testar a realidade com acenos. Ela responde com um gesto idêntico, sorrindo e balançando a cabeça. Era eu mesmo, um turco com cara de terrorista. Quando me distraio da imagem, a mulher já está dançando em cima de uma mesa, ela cantarola Damien Rice ao som de xaxado, ri como se se divertisse loucamente. Depois dá um grito alto e cai desmaiada. Só então olho pra porta de vidro de novo, estou sem camisa e gordo como uma baleia. A aranha está quase entrando pela porta branca, eu sei que ela vai me matar. Devagar abro a porta de vidro e pulo do alto, tão alto que parecia o infinito, 548º andar. .

Acordo com o susto. Sonhos imprestáveis. Já são 2:00.
Estou deitado no chão, enrolado no cobertor. Volto pra a cama, o sono não chega e vou beber água na cozinha. Olho pra janela e vejo um out door iluminado. Tenho de estar na agência às 6:30 pra finalizar a campanha da Yorker. Digo pra mim mesmo: "Calma, você não é uma retro-escavadeira". Vou ao banheiro mijar, meu pau parece bonito, simétrico. Nunca reparei nisso. Tenho vontade de transar, mas estou sozinho e não quero sair nem pra ir até a esquina. Pego o celular, SonyEricsson, comprei ontem e me senti sofisticado por ter um produto que ajudei a promover. Tenho 43 anos e sou daqueles caras que querem negar a idade. Na minha mente eu tenho 25 anos, malho, jogo futevôlei na praia no fim de semana e tenho a vida toda pela frente. Despertador ativado, não posso perder a hora. "Você não está em condições físicas de...". Pelo menos eu não trabalho de terno, odeio terno. Gosto de chinelos e de ficar sem camisa. Deito-me de novo, pode ser que o insight venha num sonho qualquer, daí então eu posso pular o brainstorm e ganhar mais algumas horas de sono. Sei que, por mais que meus neurônios recebam carga divina e concebam algo inovador, os clientes sempre vão querer modelos magrelas e photoshopadas. Eu devia ter tentado cinema ou qualquer profissão que precise mais de alma do que de carne. Mas é como Matrix: você come o bife, finge que tá gostoso. Dias depois você nem lembra mais como era o sabor da carne de verdade...

.cristiano bueno.12:22 AM
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.Domingo, Julho 02, 2006

15 MINUTOS PARA PENSAR A VIDA


O que te incomoda?
Nada, por quê?
Seis pacotes de miojo em quatro dias. Você anda viciado nisso.
Ah, preguiça de quebrar a cabeça em algo mais elaborado, sei lá, assim sobra tempo pra fazer coisas mais importantes.
Meu terapeuta disse que quando a gente começa a se descuidar de aspectos básicos da vida, é porque os aspectos secundários já foram deixados de lado há tempos. E comida é um aspecto básico.
Hum, eu não sabia disso. Talvez comida pra mim seja aspecto secundário.
Não é não. Pelo menos pra nenhum ser humano normal.
Você faz sexo virtual. Não venha me falar de normalidade, tá?
Melhor do que estar sozinho o tempo todo que nem você e ficar imaginando que um dia vai encontrar alguém que te ature o resto da vida, que segure sua mão quando você morrer de velhice numa espreguiçadeira em frente às árvores numa primavera quente.
A diferença entre nós dois é que eu estou sempre pronto pra que algo de maravilhoso aconteça na minha vida.
Coisas maravilhosas na vida não são pra gente como nós. Você anda vendo muito romancezinho hollywoodiano ultimamente. A minha crença no "e eles viveram felizes para sempre" acabou no último filme da Cinderela.
Você que não sabe ver a beleza desse mundo.
Sei sim. E na televisão fica bem mais bonito, vai por mim. Não vou é ficar esperando um olhar carinhoso por aí pra começar um novo amor. Vou é tratar de não começá-lo.
A gente precisa das pessoas por perto, é um aspecto básico.
Que nada, a gente precisa é de um bom emprego, algumas cervejas e uns amores casuais..



* Mais uma tentativa frustrada de escrever sobre a mesma temática da Miranda July em Eu, Você e Todos Nós. Filme bacana, vai como dica!


.cristiano bueno.4:57 PM
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.Terça-feira, Junho 13, 2006

PENSAMENTOS SOLTOS DE ONZE DA NOITE POR UMA CABEÇA DOLORIDA


Um nó desfeito, das minhas inseguranças enterradas na sacada do apartamento. Uma xícara de café, duas, três, e foram dez num dia frio de junho. Falam de Copa, de São João e de amor. Eu digo, displicentemente, medo.

Os temas sucumbem na minha cabeça, o rosa, a verdade, meu dinheirinho contado, minhas amizades eternas, a estética suja do wong kar-wai, meu cabelo crescendo, meus amores desconfiáveis. A vida está tão cheia que estou até emprestando algumas preocupações, só algumas, daquelas que a gente foge com uma música ali, um sonho acolá.

A gente adoece nesse mundo, nessa cidade suja, nesse barulho de ambulância: no começo você pensa: "alguém pode estar morrendo". Dias depois aquele é só mais um ruído banal, como um peido.
Às vezes eu me pergunto se as pessoas são cegas. Engarrafamento 6 da tarde, ruas cinzas, gente que não olha na sua cara (quando muito, repara na etiqueta da sua calça), anúncios de propaganda em todo lugar, que só não vendem a mãe porque soa amoral. Não, as pessoas não são cegas, elas só se acostumaram. Mas eu não, e vai demorar.

A minha vontade de mudar o mundo nunca foi grande. Hoje penso mais em chegar vivo em casa, com meus sonhos, possibilidades e sentimentos, tudo no lugar. Porque aqui eles vão te roubar tudo, até o revólver quando a única alternativa é mirar na orelha e apertar o gatilho. O que sobram? Fragmentos de lembranças, o famoso "eu era feliz e não sabia". Mas, a gente era feliz? E a gente sabia?

Não vou falar de amor. Vou dizer medo, displicentemente.
Não vou me matar. Até agora só fiz refletir, e não passarei disso. Das palavras? Não confio nem nas minhas, quanto mais nas dos outros. Só confiaria em juras de amor se as flores falassem.

Não vou falar de amor. Vou gritar medo.
Arrumar a cama para dormir, ouvir outra música da Legião e pensar nos dias vazios de amanhã.


E ter, por fim, medo de perder aquelas coisas ainda verdadeiras na vida..

.cristiano bueno.12:23 AM
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.Sábado, Maio 27, 2006

NADA É 0800

A moça sorri quando me vê entrar. Deve ter uns 20 e poucos e ostenta leves traços de modelo suficientes para que desfilasse em loja de shopping. Sua expressão era de uma felicidade comedida, como se fosse uma amiga de anos e anos, e não me visse há décadas. Passou pela minha cabeça que eu poderia realmente conhecê-la, tal a animação que demonstrou ao me ver entrar.
"Posso ajudar?", ela diz. Fala como se tudo que estivesse naquele lugar fosse meu, e que ela estaria à disposição a todo o momento se eu precisasse de ajuda para carregar as coisas até o carro. Olhei ao redor, a decoração e o jogo de luzes e os pôsteres com modelos sarados e a música eletrônica alta na cabeça tomaram toda a minha atenção. A confusão era tanta que mal consegui ver os produtos (principais) que a loja vendia. Deveriam, talvez, ficar escondidos por trás de uma cortina vermelha como a grande atração daquele circo futurístico-hippie-neopunk-afro-euro-xiita brasileiro. As outras garotas de corpos bem feitos me lançaram um sorriso sexy. Se vestiam nos mesmos tons das paredes e do jogo de luzes, talvez para parecer o que realmente eram: parte da decoração.

Sempre que vou ao shopping, fico numa das mesas da praça de alimentação reparando se existe alguém naquele santuário pagão que saia de lá sem levar pelo menos um santinho ou terço, carregando uma sacola com uma imagem de nossa senhora-capitalista-1m80-55kg. Quando acho alguém, reavalio minhas concepções realistas e vejo que ainda há esperança. É nessa hora que olho pra cima da minha mesa e vejo um homem de olhos azuis sorrindo pra mim da sacola. Acabei levando aquela calça da vitrine, incentivado pela aspirante a modelo que soltou um "nooooossa ficou perfeita em você" quando saí do provador.

A gente é mesmo que nem aquelas velhas beatas que dariam a vida pra ter a virtude de Maria. O que mudam são apenas as Marias e as virtudes, coisas que a gente aceita que nunca vai conseguir. Afinal, ninguém é perfeito. Pelo menos sempre recebemos a bênção de encontrar uma imagem santa por aí, até quando é 18hs e o engarrafamento já passa dos 2km. Olhamos pra fachada do prédio e uma linda anjinha-sexy-olhos verdes nos lança um sorriso profundo. Depois disso, tudo parece bem mais tranqüilo.

Comi um big tasty, fingindo que aquilo era carne, imitando uma cena do The Matrix. 3R$ de estacionamento, 89R$ a calça, 12,25R$ a promoção do big tasty. E de brinde o ego inflado por ter esquecido da vida e dos problemas numa ensolarada tarde de domingo. Fazer o quê? Nada é 0800.

.cristiano bueno.3:40 PM
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